quarta-feira, 19 de março de 2014

Mais um Dose: Ediney Santana e Herculano Neto

Ediney Santana
É CLARO QUE EU TÔ A FIM
Tom Correia
Uma mesa de bar, chuva fina que escorre lá fora e acordes de rock brazuca são os componentes do cenário ideal dos microcontos de Ediney Santana e Herculano Neto. Parceiros de antigas datas, sem jamais se renderem diante de contextos literários que engessam a criatividade, a dupla reuniu o que havia de mais contundente para inaugurar a Laetitia Digital.
Assim, através de minúsculas histórias desfiadas ao longo do livro, somos convidados num primeiro instante a expandir nossa imaginação, fruindo a verve autoral que nos expõe suicidas metafóricos, delírios de um homem que odiava gravatas borboletas, homens-toupeiras, figuras que se refugiam em árvores, indivíduos combalidos que se transformam em peixes nadando em rios assassinados por metais pesados. Na verdade trata-se de um convite-ameaça: leiam-nos ou nos odeiem.
Canibais de nós mesmos, como escreveram um dia Cazuza-Frejat-Ezequiel, viramos página após página na ânsia de encontrar outros devaneios. Engano. Nos deparamos com tipos solitários de vidinhas ordinárias, desempregados crônicos e transexuais operadas que perambulam sob matizes urbanos não raro hostis, não raro o que se vê nas ruas todos os dias.
As doses literárias que ganhamos do fertilíssimo dueto são inebriantes na medida exata: ao final do volume, nos levantamos trôpegos mas ainda conseguimos a façanha de chegar em casa sem extraviar a alma no caminho. A chave vira, chegamos ao sofá (talvez velho, muito velho) e com a fala enrolada suplicamos aos garçons-escritores: mais uma dose, antes que a terra nos coma.
Tom Correia
Jornalista

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domingo, 16 de março de 2014

Urbem Ageli

Ediney Santana
Lançado este ano, Urbem Angeli, é o primeiro romance de Ediney Santana, autor de livros de poesias, contos e um sobre política, agora ao publicar Urbem Angeli firma sua presença como um dos mais criativos e inteligentes escritores da sua geração. A novidade de Ediney Santana como escritor é a coragem como aborda alguns temas que parecem distantes da maioria dos escritores em atividade no país, ao lermos livros publicados recentemente podemos ter a impressão que vivemos em um país maravilhoso, grande parte da literatura atual do Brasil narra ou personagens psicologicamente  moribundos que colocam suas vidas como estrelas de um universo egoísta e demente ou é autoajuda, Ediney Santana é sem medo, soco no estômago, talvez por isso a crítica literária ignore politicamente sua existência.
Urbem Angeli narra a vida ao avesso de uma pequena cidade dividida entre o povo, cidadãos e políticos, uma elite política controla tudo que acontece na cidade, uma atmosfera pesada, dolorosa, triste e sem esperança. Urbem Angeli é um livro seco, mas um livro criativo, prazeroso e que desafia a estética canastrona da felicidade ou da literatura fútil feita para ninar gente que insiste em não encarar a realidade ou pior negar o direito do outro em dizer não.
Ediney Santana é um convite para redescobrimos nossa literatura em sua faceta mais aguda, como dito, seu ganho são os temas, suas posições política, de maneira direta cria uma sociedade desastrosa e perversa, Urbem Angeli se passa em uma cidade, mas podemos entender como uma metáfora para esse Brasil de hoje que é a soma de tantas doenças históricas.
Urbem Angeli é isso, um romance que busca sintetizar nossas doenças históricas, nossas verdades indigestas e nossas mentiras cordiais. Ediney Santana é um dos raros  e prazerosos momentos em que a criatividade encontra a liberdade intelectual, Urbem Angeli antes ao negar a sociedade atual é também um convite a reação, criatividade, dizer para si mesmo que nem todos são povo ou cidadãos, há uma terceira categoria sociológica que não faz parte da aristocracia, da elite divindade, essa categoria quer apenas viver plenamente seus momentos de vida e paixão.
Gabriely Del Fabria
Jornalista, Rio de Janeiro, 10 de março de 2014
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Os Deuses não são socialistas 2ª Edição

Ediney Santana
“Os Deuses não são socialistas" é o nome do novo livro do escritor Ediney Santana. Em uma prosa simples e direta, Ediney Santana faz várias leituras sobre diversos temas políticos, com uma escrita apaixonada Ediney nos provoca, nos instiga para reflexão, não é um livro tese, é antes de tudo um manifesto pessoal de um homem demolindo suas utopias que por fim se configuram falsas, mas nem por isso é um livro pessimista, é um convite para reorganizar novas utopias, encontrar novos amores e causas em seja possível o amor pelo povo não ser contaminado pelas facções criminosas que comando quase todos partidos políticos do país.
É um livro de poucas páginas, mas de muito fôlego em pouco mais de 100 páginas Ediney Santana escreve sobre temas como: Família, problemas agrários, cultura, meio ambiente e educação.
Ediney Santana é autor também de outros três livros de Poesias, o último é Anfetaminas e arco-íris. Nascido na cidade de Mundo Novo-Chapada Diamantina-Ba é um sertanejo de versos afiados e olhar largo sobre o mundo. Ediney Santana é paixão e garra, um homem interessante seu charme é seu encanto pelo mundo, nada lhe é tédio, tudo lhe desperta atenção.
Ediney Santana é um brasileiro que tinha tudo para não ser, para ter sua história encerrada em si mesma, mas é e o é com a alegria de não ter medo de dizer o que pensa o que se sente. Foi com alegria que encontrei esse jovem escritor e suas inquietações. Ediney Santana é um raro e belo exemplo de dignidade artística, isso vale muito em país em que a prostituição intelectual é quase regra obrigatória.
De: Fabrícia Hather
Jornaliasta, professora de História  
Compre o livro aqui:https://www.clubedeautores.com.br/book/163928--Os_Deuses_nao_sao_socialistas#.U1f8i_ldVqU

sábado, 15 de março de 2014

UM LIVRO DE RANCORES ANCESTRAIS!!

Ediney Santana
Na sinopse de seu livro, o poeta garante que?O Evangelho do mal? é um livro ácido e não menos suave. Concordo. Contraditório e sincero. Os poemas de Ediney são carregados de dramaticidade. O autor vive intensamente seu viver poético. Vive intensamente suas antíteses e por isso mesmo escreve com a secura que somente um nordestino - talvez - possa entender. Ou seja, com realidade extrema e doçura.

?Um livro sem doutrinas, sem deuses, sem verdades ou mentiras.? Diz o autor. ?Um livro fruto disso que chamamos de pós-modernidade. Escrever na pós-modernidade é vomitar excrementos do passado no perfume inodoro do presente, é ser hiato de verbo algum.?
?Sou apenas um plagiador dos risos e das dores de minha gente, que também são meus risos e minhas dores. Sigo a solitária romaria da coerência? Sou coerente com meu solitário e singular tempo. Tenho em mim muitas vozes. A voz de Patativa, do Catulo, de Cazuza, de Renato Russo, a voz jovem de Belchior, os versos sombrios de Zé Ramalho, a leveza de Mário Quintana, a rebeldia de Gregório de Matos, o idealismo de Castro Alves, a agonia poética de Augusto dos Anjos, a tristeza de Álvares de Azevedo, a vontade do riso de Machado de Assis, a voz de Cássia Eller e de Maria Callas? Como posso não ter em mim a poesia musical de Ângela Rorô? Sou fruto de tantas arvores e tantas leituras?.
Ao pesquisar na Internet conferi alguns ataques de cólera contra a obra de Ediney Santana. Uma delas, a de uma habitante do Rio Grande do Sul, morta de ódio pelas poesias. Xinga o poeta de ignorante e usa ?nordestino? como palavrão! Horror! Ainda em 2006 existem ?pessoas? que guardam rancores extremos.
Viva todos os Salmon Rushdies do mundo! Viva à liberdade, à igualdade, à fraternidade!? Três ?petit-fours? que desde 1789 nunca saem da moda.
Por : Café Brasil
Compre aqui: https://clubedeautores.com.br/book/120728--O_Evangelho_do_Mal

Até que a eternidade nos una( 1º livro lançado em 2002)

Ediney Santana

Editada pela Universidade Estadual de Feira de Santana, a publicação reúne poemas, cujos versos têm força e carga dramática, mantendo sempre um teor poético vital, surpreendente. Poeta com trabalhos em jornais e em coletâneas, Edney aparece agora para o leitor de forma mais completa. Na apresentação do livro, a reitora Anaci Paim afirma que " A Universidade Estadual de Feira de Santana, ao publicar a poesia de Edney Santana, formado em Licenciatura em Letras Vernáculas, no Campus Avançado de Santo Amaro, cumpre o seu papel de estimular os novos talentos artísticos, com a consciência de sua função como instrumento de produção e divulgação do conhecimento científico e, também, da promoção e socialização cultural.

Fonte: UEFS
http://noticias.universia.com.br/tempo-livre/noticia/2002/09/26/539494/uefs-reabre-galeria-ctano-veloso-com-mostra-e-lanamento-livro.html

sábado, 8 de março de 2014

Urbem Angeli

Ediney Santana

Urbem Angeli

                                                                       
Muito obrigada pela delicadeza d nos ter presenteado com um livro tão rico em reflexão quanto o seu "Urbem Angeli
Como você Mesmo disse no seu Posfácio, esse é um livro para ser lido (degustado) d um fôlego só e foi o q Eu fiz seguindo seu conselho... Também não poderia deixar d ser diferente...a pessoa fica desesperada para saber o q vai acontecer com as personagens....

Estava/Estou lendo um livro de Roberto Lyra....Parei, li o seu e voltei pra ele....Faço fazendo essa relação porque esse autor, nesse livro em especifico estava falando sobre Jusnaturalismo, onde o Direito é associado a Justiça...por coincidência ele fazia um contraponto com o Positivismo (esse ramo v o Direito tão somente ligado às Leis)....e ele ia discorrendo como uma sociedade pode s tonar cruel e perigosa a partir do ponto de vista Positivista...fiquei maravilhada porque você mostra de forma tão peculiar o q ele estava tentando m mostrar no "seco"...

Seu livro m lembrou muito A Divina Comédia, de Dante Alighieri....O seu "curral-lixão" teria sem dúvidas inspirado o próprio Botticelli na pintura do seu quadro "Mapa do Inferno".....

Mas partindo para vida real também m lembrei muito de um livro q li faz já algum tempo, cujo tema e o título era Holocausto...os horrores reais, vividos por pessoas reais e não personagens...os campos de concentração, onde a "polícia amarela" estava sempre d prontidão.....Não é muito diferente de assistir Tropa de Elite e ler o que você escreveu se desenhando....
São várias as referencias q podemos fazer a sua obra....a mais significativa é o nosso próprio cotidiano....cheio de Prefeitos Ausentes, polícias amarelas para todo lado, eleitores q comercializam seus votos, sanguessugas eternos do governo e por aí vai.....nós com essa vivência d interior e interior do Nordeste....lugar onde por anos o Coronelismo é q era a forma d justiça, balizada até pela própria Justiça, sabemos e sentimos e vemos em várias das nossas cidades o retrato das "Urbem Angeli", em vários aspectos.
Obrigada por escrever sobre situações q nos levem a reflexões mais aprofundadas da nossa existência humana e parabéns por conseguir transportar seus leitores para o lugar do outro....Mesmo q, e principalmente q esse outro não esteja numa situação tão favorável....
Parabénsssssssssssssssssssssss!!!!
P.S.: Gostei muito da contra capa do seu livro....gostei dos créditos da sua foto para Renatinha....achei fofíssimo...
P.S:Já q vai guardar como crítica sobre seu livro preciso que acrescente sobre dois personagens que me cativaram muito...É a Joana e o ST. Dos Santos, q assim como muitos de nós... Permanecem firmes e imunes aos “éteres” desses tantos prefeitos ausentes... Essas pessoas combativas sempre os farão perder sono... Sucesso sempre!!!!
Por: Rosanna Costa 

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O Evangelho do mal

Ediney Santana
 Conheci Ediney Santana num Teodoro Sampaio (colégio de ensino médio) decadente e sem dono, durante os confusos anos da década de 1990 em Santo Amaro-BA. Militante político que, se algum momento esmoreceu, jamais desistiu de sonhar uma nova possibilidade. Caminhávamos, aparentemente, por vias completamente antagônicas, até que o destino (se é que podemos chamar assim) nos brindou com sua carga de ironia ao nos colocar lado a lado numa pista estreita, dividindo o espaço e não lutando por ele, mas ainda distantes da reta de chegada. A lembrança mais vaga que carrego comigo é vê-lo proferir sua verve embriagada de versos catárticos num show (ou melhor, num som) da sua antiga/sempre banda Som Marginal – que depois se tornariaFlor Marginal.
Acredito que, assim como eu, ele vivenciou uma mistura de honra, prazer e acerto de contas com o passado no projeto conjunto SOB PRESCRIÇÃO (2006), com a participação do companheiro Jorge Bóris, um livro onde publicamos nossas crônicas, contos e poesias. Ali criamos nossos alicerces e solidificamos o que temos de melhor: a cumplicidade. A parceria Renata (“ou canções dentro da noite escura”) evidencia essa unidade. Ediney Santana se tornou um amigo, um grande amigo, integrante recente do seletíssimo grupo MEIA DÚZIA DE CINCO, um dos que vejo de quando em vez no Bistrô do Miúdo, nas conversas sem intrigas em mesa de bar; no entanto não posso considerá-lo apenas por esses esporádicos encontros, seria leviano demais, até porque, parodiando Dado Pedreira, como biriteiro eu não sou exemplo pra ninguém - felizmente. Nos aproximamos através de outras afinidades: músico/literal e um desejo de fazer acontecer, de movimentar a engrenagem, de espanar a poeira que adorna os estanques. Colaborador constante do fanzine O Ataque, entre outros sites e jornais, com seus textos provocadores e delicados. Sua eterna inquietação encontra par somente nas descobertas e devaneios da juventude (“Smells Like Teen Spirit”), uma rebeldia sim, mas uma rebeldia consciente, exemplo que deveria ser seguido pelas novas gerações santamarenses, castigadores que, sem querer ser careta, se perdem na intera do fino e na falta de criatividade até para a decadência.
Ediney Santana encarna naturalmente, e melhor do que ninguém, o estilo ame-o ou deixe-o; e as flores, com a sua dualidade de espinho e pétala, a fúria e o doce, permeia intencionalmente sua obra poética; seja em CANTATA (1999):

Fui lançado sem vida
Entre as ervas daninhas
Satanás nasceu entre
As flores negras dessa lenta agonia
Quem sabe das flores
As mais belas traições
Nos títulos de ATÉ QUE A ETERNIDADE NOS UNA (2002):

Os Pardais; Flor de Lótus; Jardim das Saudades; Jasmins; As Flores e o Espelho

Ou nos do inédito ANFETAMINAS E ARCO-IRES (que “acidentalmente” li):

Lírios do Campo; Lírios e Arame Farpado; Luzes e Sonhos no Jardim da Infância

Já em O EVANGELHO DO MAL (2004) são só espinhos:

Uma flor medrosa vai nascer
Sobre sua sepultura fria

De todo lugar brota miserias

Entre nós amor e espinhos,
Espinhos e amor

Meus olhos são orquídeas
Cheios de veneno e saudades

Ah! Teu corpo bailando em minha pica
Como uma flor ao vento...

Flores no velório
Flores na solidão dos dias (...)
Flores, amargas flores

Devorei sementes solitárias de mel e espinhos

Meu mundo bizarro de flores
Eu arame, amores de vidro (...)
Cultivo flores amarelas
Na febre dos meus crimes

Confesso que tenho um carinho especial em sua obra pelo livreto CARTAS MENTIROSAS (2004), não sei se devido ao formato pocket (que me agrada bastante) ou se pela infinidade de referências (Ana C., José Afonso, Maiakovski, Jorge Amado, SDM, U2, Fernando Pessoa...). Talvez porque as cartas não sejam nada mentirosas, e esta, sim, é a grande mentira: tudo é totalmente real e palpável (como o próprio Ediney diria, verdades são mentiras vestidas de azul). São contos/crônicas em que ele avalia o seu tempo, seu passado recente e remoto, do Chafariz da Purificação a Mundo Novo, da cadeira do Vô Leovogildo a Praça da Bandeira (digo, pracinha do fundo da prefeitura). É um trabalho que, agora relendo, muito me emociona.
Camarada Ediney Santana, somos o trapo do pedinte e a roupa nova do rei (o rei é mais bonito nu?), somos senhores e servos dos nossos dias, somos laetitia e melancolia. Somos o que há de melhor e pior. Que o futuro nos conserve assim, e que nos reserve uma garrafa de vinho e uma gargalhada jocosa na cara dos que desdenham. E se Deus realmente não perdoa os inocentes, certamente estamos (estaremos) salvos do seu tridente.
Pra terminar sem clichês ou frases de efeito, um poema escrito no Bistrô do Miúdo:

(Flor Marginal no 02)

Para Ediney Santana


Flores astrais,
Flores marginais,
Nos canteiros,
Nas calçadas,
Nos bares,
Nos jardins.

Flores em mim.

Flores de plástico,
Por todo lado,
Em todo lugar,
Em todo espaço,
Por todo sempre.

Flor que se cheire.


Por : Herculano Neto
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Alma de Vidro

Ediney Santana
Alma de Vidro é a biografia de uma mulher simples como tantas outras neste país, alguém que fez da luta pela felicidade sua e dos seus filhos a única razão de ser. Uma mulher brasileira, apaixonada pela vida e pelo encanto de ser mãe e mulher.
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Anfetaminas e arco- íris

EdineySantana
Acho que é como um parque de diversões. Naqueles joguinhos aparentemente inocentes onde a gente é levado a escolher alguma caixa colorida pra ver se ganha um prêmio. Ou então dar uns tiros naqueles patos que ficam circulando em frente a um painel pintado, simulando uma vasta floresta. Geralmente o que ganhamos nada mais é que um brinquedinho ordinário.
E nem sempre a gente acerta.
Aliás, o erro é mais comum. E não estou aqui querendo fazer tipo. Bancar o herói-solitário-com-ares-falsamente-melancólicos; um chorão. Não se trata disso. Falo das regras do jogo: as chances do erro são superiores, sempre. É o que dá o charme ao vencedor. O motivo pra que ele comemore seu destino ou sua pontaria.
Tudo vem da escolha. Do ato em si de apontar o dedo pra algo. Ou apertar o gatilho na hora certa. E torcer, rezar. Por vezes, a gente até supõe que tem intuição. Uma capacidade de acertar no alvo. Acreditamos que, seguindo alguns rituais geralmente infundados, conseguiremos atingir nosso intuito. Um brinquedo bacana, mais esperanças ou novas perspectivas, enfim. Isso tem a ver com inocência. Com escolhas claras e concisas. Que te levem a um lugar que você determinou lá nos seus primeiros passos. Tímidos, tontos ou certinhos. Isso tem a ver com pureza e crença.
Não sou dos piores. Ainda acredito em muita coisa. De vez em quando tento acertar os patos. Possuo minhas crenças totalmente despropositadas: mas levá-las comigo é uma atitude essencial. Noutras eu perdi a fé. Numa boa também. Sem draminhas imbecis.
Um outro tanto dessas convicções “rodopiou” em meu imaginário e na minha vida. Ou seja, essas últimas foram desqualificadas, destruídas, aniquiladas.
De forma consciente – e nem um pouco tranqüila -, converti velhos valores em lixo. Cuspi e desmoralizei da melhor forma possível. Somente pra depois constatar que elas voltariam mais fortes e sólidas; firmes. Isso fica claro em coisas que escrevi, coisas que ainda guardo por aqui.
Quando eu li o livro Anfetaminas e Arco-Íris, do Ediney Santana, foi assim. Fiquei entre intrigado e receoso. Tava tudo lá: a crença, as referências de sempre – dosDoors ao Whitman -, a leveza e a sagacidade de quem escreve. Não só escrever, mas escrever e sacar tudo ao seu redor de maneira absoluta. Os poemas me trouxeram velhas lembranças, todas boas. De um tempo em que a gente sabia que o mundo girava em torno de nossas cabeças e corações. Éramos o centro do mundo, o motivo pra que ele ainda não estivesse completamente destruído; éramos um foco de resistência, berrando nossas coisas de algum lugar pequeno do mundo – uma cidade do interior, ou um quarteirão do Cabula, por exemplo.
Não falo isso querendo fazer comparação com idades, adolescência, fases onde a rebeldia é analisada de forma coerente pelos estudiosos etc. Eu falo de mim. Um cara que barganhou um bocado de coisas. E que nem sempre acertou – mas conseguiu uma visão particular de mundo; uma confusão adquirida, cultivada às vezes. Falo de um sujeito que, ao ler coisas como "Um invisível amigo beijou-me a face / durante a guerra / do que sou e do que minha estupidez / Leva-me a ser. / Sou a contradição absoluta dos meus / crimes civilizados / Só acredito no que pode ser destruído, / Apavora-me a certeza do / Infinito, nada vai além desse coração / em descompasso com o tempo." (MERGULHOS) vislumbrou que é possível. Que se enxergou em muitos poemas do Ediney.
Em todo o livro a gente constata que aquele tipo de rebeldia terna, carregada da mais necessária humanidade, ainda pode render bons frutos. A possibilidade de ler os poemas ora longos, ora curtos e diretos -"Idealizo o ser / amado / como quem esquecido / de si / naufraga belezas" (A.M.O.R) – nos faz pensar e sentir. Em outros, o que impera é o companheirismo declarado. Textos feitos para amigos e parceiros surgem aqui e ali, reforçando a minha “tese” de queAnfetaminas e Arco-Íris foi concebido nisso que chamo de trincheira: um lugar que, mesmo desprovido de chances e facilidades, une artistas, poetas, escritores e outras figuras, numa tentativa de afirmar sua existência; cada um a sua maneira, com aquela certeza de que o mundo deve ouví-los.
O escritor experimenta. Brinca de concretista e acerta. Dedica seus escritos a Marley e tira um sarro das beatas de mente obtusa. Mostra-nos uma outra Santo Amaro. Menos óbvia e estereotipada; muito mais poética. Demonstra segurança ao brincar com elementos lisérgicos, geralmente muito propensos a erros terríveis e absurdos – suas “viagens” tem ida e volta; são prazerosas.
O autor também joga. E atira bem no tal parque de diversões. Ele conta menos com a sorte e mais com um talento incomum pra mostrar que crenças são viáveis, ainda que duvidemos delas. Ele saca que citar Bob MarleyTorquato Neto, homenagear amigos, falar de uma pracinha em sua cidade, ironizar padres e afins, ainda é uma forma de resistir. Mesmo que quase todo o mundo ache isso anacrônico – até eu, de vez em quando; culpa das barganhas que andei fazendo.
Ele sabe que questionar faz parte. Que o essencial suprime qualquer noção de tempo, espaço, década, geração, modismo ou época. Ediney Santana mantém os pés firmes no tornado que deve sacudir a velha Santo Amaro de vez em quando – nos domingos mortais de silêncio televisivo; nos dias de chuva ácida; nas noites em que duvidar do futuro é premissa, ato necessário.
E é isso que faz o seu livro, Anfetaminas e Arco-Íris, ser uma obra bonita e singular. Mesmo que sejam poucas páginas e que a parte gráfica não seja digna de seus escritos, sugiro que arrisquem. Acho que vale a pena. E creio que nesse parque de diversões tem um grande prêmio – a tentativa em si, o risco. Pros que tem coragem.
Por: Gustavo Rios 
Compre o livro em: https://clubedeautores.com.br/book/140198--Anfetaminas_e_arcoiris#.UxsGKPldVqU

Uma canção para Renata Maria

Ediney Santana
“Uma canção para Renata Maria” é uma fábula sobre um mundo possível nos quais aparentes “problemas” ou “defeitos” não são barreiras para ninguém deixar de viver o mundo em todas suas possibilidades.
Sendo assim, um maestro quase surdo pode compor e reger uma orquestra a qual mesmo tendo instrumentos quebrados ou faltando cordas pode executar uma canção.
Então esse livro é sobre inclusão, respeito às limitações de cada um e da possível convivência com o diferente.
É também um livro sobre morte, perda, tristeza, sofrimento e encontros felizes. Em seu final deixa de ser uma fábula e se aproxima mais do mundo “real”. O planeta sofre pela ação inconsequente do homem e da mulher os quais na sede desenfreada pelo lucro e poder devastam a própria casa na qual vivem.
O livro termina com uma poesia cheia de esperança em que a Floresta das Coisas Possíveis seja sempre possível de existir:
Amizade, solidariedade, justiça, paz, carinho, fraternidade, responsabilidade e amor, creio, sejam estes os sentimentos e virtudes as razões deste pequenino livro.
Para Renata Maria toda boa sorte do mundo nesse comecinho de vida, tenho certeza será tão prazerosa, vibrante e intensa quanto à do seu pai.
Gabriely Del Fabria
Janeiro/2010
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Os Deuses não são socialistas

Ediney Santana
Em “Os deuses não são socialistas” Ediney Santana prova-nos com uma escrita apaixonada todo seu amor às causas sociais e sua dedicação para construção de uma nova sociedade. Aqui encontramos um Ediney às vezes panfletário, às vezes introspectivo, às vezes radical e na maioria das vezes transbordando esperanças e ansiedade por um mundo justo.
Com extrema sensibilidade Ediney declara a seu amor incondicional pela humanidade e desprezo ou desencanto por toda estrutura política vigente. A humanidade que sofre, excluída e humilhada na sua própria condição de humanidade aqui encontra uma voz grave e não menos doce que lhe faz eco.
Ediney Santana escreve em “Os deuses não são socialistas” para nos lembrar que: para pensar, rever e ver o mundo não é preciso labirintos academicistas. Escreve como um homem do povo que é e nos alegra ao saber que nunca perdeu suas raízes e vínculos com seu passado histórico.
Um homem sincero empunhando suas solitárias bandeiras, exilado no Recôncavo em que vive,escrevendo ao mundo, os dramas da sua gente e convidando-nos para a reflexão com ação.
Maíra Carolina dos Santos
Jornalista
Compre aqui: https://clubedeautores.com.br/book/143865--Os_Deuses_nao_sao_Socialistas#.UxsFd_ldVqU

" Mais uma dose"

Ediney Santana
É CLARO QUE EU TÔ A FIM
Tom Correia
Uma mesa de bar, chuva fina que escorre lá fora e acordes de rock brazuca são os componentes do cenário ideal dos microcontos de Ediney Santana e Herculano Neto. Parceiros de antigas datas, sem jamais se renderem diante de contextos literários que engessam a criatividade, a dupla reuniu o que havia de mais contundente para inaugurar a Laetitia Digital.
Assim, através de minúsculas histórias desfiadas ao longo do livro, somos convidados num primeiro instante a expandir nossa imaginação, fruindo a verve autoral que nos expõe suicidas metafóricos, delírios de um homem que odiava gravatas borboletas, homens-toupeiras, figuras que se refugiam em árvores, indivíduos combalidos que se transformam em peixes nadando em rios assassinados por metais pesados. Na verdade trata-se de um convite-ameaça: leiam-nos ou nos odeiem.
Canibais de nós mesmos, como escreveram um dia Cazuza-Frejat-Ezequiel, viramos página após página na ânsia de encontrar outros devaneios. Engano. Nos deparamos com tipos solitários de vidinhas ordinárias, desempregados crônicos e transexuais operadas que perambulam sob matizes urbanos não raro hostis, não raro o que se vê nas ruas todos os dias.
As doses literárias que ganhamos do fertilíssimo dueto são inebriantes na medida exata: ao final do volume, nos levantamos trôpegos mas ainda conseguimos a façanha de chegar em casa sem extraviar a alma no caminho. A chave vira, chegamos ao sofá (talvez velho, muito velho) e com a fala enrolada suplicamos aos garçons-escritores: mais uma dose, antes que a terra nos coma.
Tom Correia
Jornalista
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